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Fatores de Risco

(a) à Companhia

As vendas da Companhia dependem da eficácia de seus programas de propaganda e marketing.

As atividades da Companhia dependem do movimento intenso de clientes em suas lojas, o que a leva a empregar recursos substanciais em propaganda e marketing. As vendas da Companhia e sua lucratividade dependem de sua habilidade de prever, identificar e interpretar os gostos e preferências de seus consumidores e decidir sobre a mensagem publicitária e sobre os meios de comunicação adequados para atingi-los. Caso as atividades de propaganda e marketing da Companhia não sejam bem concebidas, planejadas e executadas, suas vendas e sua lucratividade podem ser adversamente afetadas. Além disso, as vendas da Companhia poderão ser adversamente afetadas diante do desafio por ela enfrentado na identificação das mudanças de comportamento e preferência de seus consumidores.

Uma redução nas vendas a prazo pode afetar adversamente os resultados da Companhia.

Vendas a prazo são um componente importante no resultado das empresas do setor de atuação da Companhia. O governo brasileiro, no passado, implementou medidas para restringir a demanda doméstica, impondo restrições de crédito a bancos, a administradoras de cartão de crédito e ao setor de varejo, e aumentou a taxa de juros. Caso o governo brasileiro volte a restringir a extensão de crédito ao consumidor, os resultados da Companhia podem ser adversamente afetados.

As vendas e níveis de estoque da Companhia flutuam sazonalmente.

As vendas da Companhia são historicamente maiores no quarto trimestre de cada exercício social devido ao aumento das vendas durante o período de compras natalinas. Em 2015, 28,3% das receitas líquidas da Companhia foram geradas no quarto trimestre. Em 2014, foram os mesmos 28,3% e em 2013 esse percentual foi de 28,6%. Como resultado, a Companhia conta fortemente com as vendas durante a estação de compras de final de ano (por exemplo, campanhas do black friday e natalinas), e qualquer desaquecimento econômico, interrupção de seus negócios ou de seus fornecedores ou outras circunstâncias que afetem adversamente os seus negócios no último trimestre de qualquer exercício social teriam um efeito negativo desproporcional sobre a sua condição financeira e resultado operacional. Adicionalmente, a fim de se preparar para a estação de compras do Natal, a Companhia deve comprar e manter em estoque uma quantidade de mercadorias consideravelmente maior do que aquela que é mantida durante outros períodos do ano e contratar colaboradores adicionais temporários para suas lojas. Qualquer diminuição não prevista ou previsão equivocada da demanda por seus produtos durante esta época de pico de compras poderia compelir a Companhia a vender o estoque excedente a um preço substancialmente menor, o que afetaria de maneira adversa, seu resultado operacional e situação financeira. Tais flutuações no seu resultado operacional e a situação financeira podem afetar o valor de mercado das Units.

A Companhia pode não conseguir integrar e captar sinergias de aquisições e associações.

A Companhia busca, constantemente, capturar as sinergias das aquisições e associações que realiza. Contudo, as aquisições envolvem riscos e desafios, como aqueles relacionados à integração das operações, pessoal, produtos e base de clientes entre as companhias e à geração de retorno esperado sobre os investimentos e a exposição aos passivos das empresas adquiridas. Assim, a integração dos negócios adquiridos com os nossos e a captação de suas sinergias podem, também, exigir mais recursos e tempo do que inicialmente esperado. De acordo com a Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011, alterada pela Portaria Interministerial nº 994, de 30 de maio de 2012 ("Nova Lei Concorrencial") trata sobre a ordem econômica, bem como quaisquer operações que visem a qualquer forma de concentração econômica, seja através de fusão ou incorporação de empresas, constituição de sociedade para exercer o controle de empresas ou qualquer forma de agrupamento societário, em que haja posição dominante (presumindo sua existência sempre que uma empresa ou grupo de empresa for capaz de alterar unilateral ou coordenadamente as condições de mercado ou quando controlar 20% (vinte por cento) ou mais do mercado relevante). Nesse contexto, deverão ser previamente submetidas ao Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência ("SBDC"), formado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica ("CADE") e pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, com as atribuições previstas na Nova Lei Concorrencial, acima definida, como condição prévia para que possa produzir efeitos, as operações de concentração econômica em que: (a) qualquer dos grupos econômicos participantes (comprador ou vendedor) tenha registrado, no Brasil, faturamento bruto anual no último exercício social ou volume de negócios total no país, no ano anterior à operação equivalente ou superior a R$750 milhões; e (b) qualquer outro grupo econômico envolvido tenha registrado, no Brasil, faturamento bruto anual no último exercício social ou volume de negócios total no país, no ano anterior à operação, equivalente ou superior a R$75 milhões, cumulativamente. O SBDC determina se uma operação específica teria um efeito negativo nas condições competitivas do mercado no qual operamos, ou mesmo nos consumidores de tal mercado. Nesse sentido, futuras aquisições podem não ser aprovadas ou podem estar sujeitas a restrições como condição para a autorização destas operações e obtenção da Aprovação CADE, incluindo aquelas que reflitam na estrutura da Operação, em remédios estruturais ou que demandem desembolsos financeiros diretos ou indiretos.

Riscos relativos às locações vigentes por período indeterminado.

De acordo com a lei de locações, findo o prazo contratual estabelecido nas locações comerciais é garantido à Companhia o direito à renovação dos contratos com prazo igual ou superior a cinco anos por meio de ação judicial própria caso as negociações para renovação dos contratos falhem. Na hipótese dos contratos de locação serem celebrados em prazos inferiores a cinco anos e as negociações não serem efetivas o contrato permanecerá vigente por período indeterminado. Nessa hipótese, qualquer uma das partes poderá rescindir a locação, mediante o envio de notificação à outra parte, com 30 dias de antecedência. Em 31 de dezembro de 2015, cerca de 28% dos contratos de locação celebrados pela Companhia são objeto de ações renovatórias, estão vigentes por período indeterminado e/ou em processo de negociação. Desta forma, enquanto não ficar estabelecido um prazo contratual em tais contratos que possuem prazo indeterminado, a Companhia estará sujeita a ser notificada para desocupar tais imóveis em 30 dias. Tendo em vista a importância operacional das lojas e centros de distribuição, a Companhia pode ser adversamente afetada caso a rescisão das locações nos moldes aqui mencionados ocorra em quantidades significativas.

Riscos relativos às licenças de operação das lojas e centros de distribuição da Companhia.

A não obtenção ou a não renovação de tais licenças pode resultar a aplicação de sucessivas multas e, conforme o caso, o fechamento dos respectivos estabelecimentos. Uma vez que o desempenho das atividades nas lojas e centros de distribuição atuais é considerado um fator relevante para o sucesso da estratégia comercial, a Companhia pode ser afetada negativamente caso ocorra o fechamento desses estabelecimentos em decorrência da não renovação ou não obtenção das licenças de operação exigidas.

É possível que a Companhia não possa renovar ou manter os contratos de locação das lojas ou de seus centros de distribuição.

A maior parte dos imóveis onde funcionam as lojas e os centros de distribuição da Companhia é objeto de contratos de locação. Na maioria dos contratos relevantes é garantido à Companhia o direito à renovação compulsória do contrato ao término do prazo. Nos contratos em que a locatária não tem direito à renovação compulsória, há o risco de não renovação dos contratos de locação em condições favoráveis, ou, ainda, de não renovação. Uma vez que a localização estratégica das lojas e dos centros de distribuição da Companhia é fator relevante para o desenvolvimento de sua estratégia comercial, a Companhia pode ser afetada negativamente se falhar nas negociações de número significativo de contratos de locação, em condições aceitáveis ou número significativo de contratos que não sejam renovados por razões alheias à vontade da Companhia. Adicionalmente, até a data de apresentação do Formulário de Referência 2016, do total de 1.356 contratos de locação atualmente em vigor, 309 são contratos de locação comercial celebrados com o Grupo CB e sociedades de seu grupo econômico. No caso de haver qualquer dificuldade na renovação de tais contratos, por se tratar de um número significativo de lojas, a Companhia pode ser afetada negativamente. Para mais informações sobre transações com partes relacionadas como a aqui descrita, veja o item 16.2 do Formulário de Referência 2016. Adicionalmente, a lei de locações autoriza a revisão do aluguel a cada três anos para trazê-lo a valor de mercado. Os contratos de locação das lojas da Companhia, em sua maioria, estabelecem aluguel mínimo e aluguel percentual vinculado ao faturamento das respectivas lojas. A Companhia pode ser afetada negativamente caso sejam propostas, em número significativo, ações revisionais visando o aumento do aluguel mínimo das lojas e ou aluguel fixo dos centros de distribuição, e caso tais ações acabem por majorar significativamente tais alugueis.

Violações de segurança dos sistemas computadorizados da Companhia por terceiros podem causar a divulgação não autorizada de informações dos consumidores.

A Companhia depende das tecnologias de criptografia e autenticação de terceiros para transmitir as informações confidenciais com segurança. Violações de segurança por parte de terceiros dos sistemas de computadores da Companhia e a divulgação ou o uso não autorizados das informações confidenciais dos clientes poderão expor a Companhia a processos judiciais por utilização indevida dessas informações e perda de reputação, o que pode afetar de forma negativa e substancial a imagem e, consequentemente, os resultados da Companhia.

A Companhia depende do sistema de transporte e de infraestrutura para entregar os produtos em suas lojas e aos seus clientes.

Produtos destinados a todas as lojas da Companhia localizadas em 21 Estados e no Distrito Federal são distribuídos por meio de seus 14 centros de distribuição localizados nos Estados da Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo e 11 Entrepostos localizados nos Estados de Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. A infraestrutura e o sistema de transporte brasileiros estão subdesenvolvidos e necessitam de investimentos por parte do governo brasileiro para que operem com eficiência e atendam às necessidades dos negócios da Companhia. Quaisquer interrupções ou reduções significativas no uso da infraestrutura de transporte ou em seu funcionamento nas cidades em que se localizam os centros de distribuição da Companhia como resultado de desastres naturais, incêndio, acidentes, greves, protestos, falhas de sistema ou quaisquer outras causas inesperadas poderão atrasar ou afetar a capacidade da Companhia de distribuir produtos para suas lojas e seus clientes, o que pode reduzir vendas e afetar os resultados da Companhia de forma negativa e substancial.

Perdas não cobertas pelos seguros contratados pela Companhia podem resultar em prejuízos, o que poderá gerar efeitos materiais adversos sobre seus negócios.

Determinados tipos de riscos, tais como guerra, caso fortuito e de força maior ou interrupção de certas atividades, não são garantidos pelas seguradoras que atuam no mercado. Na eventualidade da ocorrência de qualquer um desses eventos não garantidos, a Companhia poderá sofrer um revés financeiro para recompor e/ou reformar os ativos atingidos por tais eventos, o que poderá comprometer as receitas e os investimentos da Companhia. Adicionalmente, a Companhia poderá ser responsabilizada judicialmente pelo pagamento de indenização a terceiros em decorrência de um eventual sinistro.

Risco de liquidez

No curso normal de suas operações, a Companhia tem por prática realizar o desconto de recebíveis junto a instituições financeiras com o objetivo de obter capital de giro para suas atividades operacionais. Caso a Companhia não seja capaz de continuar a realizar esses descontos, a Companhia pode não dispor de liquidez suficiente para manter o nível de atividade em suas operações e para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos, o que poderá sujeitá-la a perdas financeiras, além de impactar adversamente seus resultados financeiros e operacionais.

Dependência de centros de distribuição.

O processo de entregas de mercadorias é realizado por 14 centros de distribuição e 11 Entrepostos em operação, onde a Companhia faz estocagem e organiza sua destinação para abastecimento de suas lojas. Eventuais interrupções na condução normal das atividades de seus centros de distribuição, como falhas em sistemas, incêndio, desastres naturais, quedas de energia, dentre outros, poderão afetar a Companhia significativamente. Além disso, a Companhia pode precisar de novos centros de distribuição ou expandir seus atuais centros de distribuição em razão de seus planos de expansão de lojas. Caso a Companhia não consiga abrir novos centros de distribuição ou expandir seus atuais centros de distribuição de modo a atender suficientemente suas lojas, suas operações poderão ser adversamente afetadas.

A Companhia pode não conseguir implementar totalmente sua estratégia de crescimento e suas operações poderão ser adversamente afetadas.

A capacidade da Companhia de implementar as principais iniciativas de crescimento que fazem parte de sua estratégia depende de uma série de fatores, dentre os quais a sua capacidade de:

  • Proteger o poder da sua marca e sua cultura;
  • Abrir novas lojas e expandir sua cobertura geográfica, por meio de crescimento orgânico e de aquisições selecionadas;
  • Alavancar vendas e aumentar a rentabilidade de suas operações;
  • Fortalecer e expandir a oferta de serviços e produtos financeiros para sua base de clientes; e
  • Aperfeiçoar a experiência de compra por meio da "multicanalidade".

A Companhia não pode assegurar que quaisquer destes objetivos serão realizados com êxito e por completo. O insucesso em implementar sua estratégia pode afetar adversamente os negócios da Companhia.

A Companhia pode ser afetada de forma adversa por decisões desfavoráveis em processos judiciais ou administrativos em andamento

Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia estava envolvida em processos judiciais e administrativos de natureza cível, tributária e trabalhista. A Companhia não pode assegurar que as ações e processos administrativos serão resolvidos totalmente a seu favor. A Companhia somente constitui provisões para os processos em que a possibilidade de perda seja avaliada por seus assessores jurídicos externos como provável, ou seja, cuja probabilidade de perda seja superior à possibilidade de êxito. As provisões constituídas pela Companhia podem ser insuficientes para fazer face ao custo total decorrente de decisões adversas em demandas judiciais e administrativas. Se o total ou uma parcela significativa das ações e dos processos administrativos for decidido de forma desfavorável para a Companhia, isso pode ter um impacto adverso relevante em seus negócios, condição financeira e resultados operacionais. Por fim, além das provisões financeiras e dos custos com honorários advocatícios para a assessoria dessas causas, a Companhia pode se ver obrigada a oferecer garantias em juízo relacionadas a tais processos, o que pode vir a afetar a sua capacidade financeira. Para maiores informações vide item 4.3 e 4.6 do Formulário de Referência 2016.

Uma paralisação ou greve significativa da força de trabalho da Companhia poderá afetá-la adversamente.

Um número significativo de colaboradores da Companhia é representado por sindicatos trabalhistas e resguardado por dissídios coletivos ou outros acordos trabalhistas, os quais estão sujeitos a renegociações periódicas. Greves e outras paralisações ou interrupções trabalhistas em quaisquer de suas instalações ou interrupções trabalhistas envolvendo terceiros que fornecem bens ou serviços podem afetar de forma adversa e relevante às atividades e negócios da Companhia.

O fato das lojas da Companhia serem espaços públicos pode gerar consequências que fogem do controle da administração das respectivas lojas, o que pode causar danos materiais e à imagem das lojas da Companhia, além de causar eventual responsabilidade civil.

As lojas da Companhia, por serem espaços de uso público, estão sujeitas a uma série de acidentes em suas dependências, que podem fugir do controle da administração das respectivas lojas e, consequentemente, podem causar danos aos seus consumidores e frequentadores. No caso da ocorrência de tais acidentes, a loja envolvida no caso pode enfrentar sérios danos de imagem e materiais, tendo em vista que o movimento dos consumidores pode cair em decorrência da desconfiança e insegurança gerada. Além disso, a ocorrência de acidentes pode sujeitar à Companhia a imposição de responsabilidade civil e/ou à obrigação do ressarcimento às vitimas, inclusive por meio do pagamento de indenizações, o que poderia causar um efeito material adverso para a Companhia.

A Companhia pode não conseguir promover o alinhamento de forma satisfatória de seus canais de venda.

A Companhia opera no varejo de eletroeletrônicos e móveis em lojas físicas e, por meio de sua coligada Cnova, em lojas virtuais. Caso a Companhia não consiga alinhar de forma satisfatória as operações das lojas físicas e das lojas virtuais sob os aspectos comerciais, logísticos, de comunicação e marketing ou caso haja concorrência interna entre os diferentes canais de venda, o aproveitamento das vantagens que a estrutura integrada dos multicanais pode oferecer será prejudicado, podendo impactar adversamente os resultados operacionais da Companhia.

A Companhia pode sofrer com eventuais adversidades de infraestrutura nacional, tais como falta de energia elétrica e racionamento de água.

As lojas da Companhia estão sujeitas a fatores de infraestrutura nacional que estão fora do controle da Companhia, tais como eventual falta de energia elétrica ou racionamento de água. Caso qualquer destes cenários se materialize, as vendas da(s) loja(s) afetada(s) poderão ser afetadas e sofrer redução de vendas, o que afeta adversamente o faturamento da Companhia.

A Companhia pode sofrer com obsolescência, quebra e furto de seu estoque.

A Companhia se utiliza de centros de distribuição para armazenagem de produtos que deverão abastecer suas lojas. Caso o estoque seja superdimensionado, os produtos podem sair de linha devido à demora de escoamento para as lojas. Adicionalmente, caso o manejo dos produtos seja inadequado, poderá haver avaria e quebra, comprometendo as vendas. Finalmente, apesar dos esforços e sistemas de segurança da Companhia, há risco de furtos ou roubos em seus estoques e lojas.

(b) aos controladores, diretos e indiretos, da Companhia

Os interesses dos acionistas controladores da Companhia podem entrar em conflito com os interesses dos acionistas minoritários.

A Companhia é controlada pela CBD, que, por sua vez, é controlada pelo Grupo Casino. A CBD tem poderes para, entre outras matérias, eleger a maioria dos membros do Conselho de Administração da Companhia, os quais elegem os membros da Diretoria da Companhia. Adicionalmente, a CBD e o Grupo CB são parte do Acordo de Acionistas da Companhia, que estabelece matérias que dependem de voto afirmativo do Grupo CB, incluindo alterações ao estatuto social, aumentos de capital privados, reorganizações societárias, alienações de ativos relevantes e a alteração da política de investimentos da Companhia. A CBD e o Grupo CB têm, em conjunto, o poder de determinar o resultado de qualquer ação que requeira aprovação de acionistas, desde que não haja conflito de interesses para o exercício de seu voto, inclusive no tocante as operações com partes relacionadas e ao pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas as exigências de pagamento do dividendo mínimo obrigatório imposto pela Lei das Sociedades por Ações. A CBD, o Grupo CB e o Grupo Casino podem ter interesses conflitantes entre si e/ou conflitantes com os interesses da Companhia e dos demais acionistas minoritários da Companhia.

Risco de limitação da venda de produtos e serviços regulados.

A Companhia vende produtos e serviços financeiros aprovados e controlados por órgãos reguladores. Eventuais atos ou decisões desses órgãos reguladores podem afetar ou limitar a venda de tais produtos ou serviços, cuja receita é importante para a Companhia.

(c) aos acionistas da Companhia

A Companhia pode precisar de capital adicional no futuro, a ser obtido mediante a emissão de valores mobiliários, o que poderá resultar em uma diluição da participação dos acionistas no capital social da Companhia.

É possível que a Companhia tenha interesse em captar recursos no mercado de capitais por meio de emissão de ações e/ou colocação pública ou privada de títulos conversíveis em ações. A captação de recursos adicionais por meio da emissão pública de ações, que pode não prever direito de preferência aos acionistas, incluindo os investidores nas Units, poderá acarretar a diluição da participação dos acionistas e/ou dos investidores nas Units no capital social da Companhia, que não terão direito de preferência ou que, caso o tenham, não possuam recursos suficientes para exercer seus respectivos direitos de preferência, conforme o caso. Ademais, a Companhia pode futuramente alterar o plano de opção de ações existentes para a emissão de ações adicionais para administração e outros funcionários da Companhia, o que pode resultar na diluição imediata dos acionistas da Companhia.

Os titulares das ações e das Units da Companhia podem não receber quaisquer dividendos ou juros sobre o capital próprio.

De acordo com o Estatuto Social da Companhia, deve-se pagar aos seus acionistas, no mínimo, 25% do lucro líquido anual da Companhia, calculado e ajustado nos termos da Lei das Sociedades por Ações, sob a forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio. O lucro líquido pode ser capitalizado, utilizado para compensar prejuízos ou retido nos termos previstos na Lei das Sociedades por Ações e pode não ser disponibilizado para o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio. Além disso, a Lei das Sociedades por Ações permite que a Companhia suspenda a distribuição obrigatória de dividendos em determinado exercício social, caso o Conselho de Administração informe à assembleia geral ordinária que a distribuição seria incompatível com a situação financeira da Companhia.

A volatilidade e a falta de liquidez do mercado brasileiro de valores mobiliários poderão limitar substancialmente a capacidade dos acionistas de venderem ações e as Units da Companhia pelo preço e na ocasião que desejarem.

O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o Brasil, envolve, com frequência, maior risco em comparação a outros mercados mundiais, sendo tais investimentos considerados, em geral, de natureza mais especulativa. Além disso, o mercado brasileiro de valores mobiliários é substancialmente menor, menos líquido e mais concentrado, podendo ser mais volátil do que os principais mercados de valores mobiliários mundiais. Por conseguinte, a capacidade dos acionistas de venderem ações ou Units da Companhia pelo preço e no momento desejado poderá ficar substancialmente afetada, o que poderá, ainda, afetar negativamente o preço de negociação das ações e das Units da Companhia. Adicionalmente, vendas ou a percepção de uma possível venda de um volume substancial das ações e das Units da Companhia poderão prejudicar o valor de negociação das ações e das Units da Companhia.

O cancelamento de Units poderá ter efeito adverso significativo sobre o mercado das Units e sobre o valor das Units lastreadas em ações ordinárias e preferenciais.

Nos termos do Contrato de Prestação de Serviços de Emissão e Escrituração de Units e Custódia de Ações celebrado entre a Companhia e a Itaú Corretora de Valores S.A., os detentores de Units poderão apresentá-las para cancelamento no Brasil em troca de ações ordinárias e preferenciais que compõem tais Units. Se os detentores de Units apresentarem para cancelamento um número significativo de Units em troca de ações ordinárias e preferenciais, a liquidez e o preço das Units e o preço das ações ordinárias e preferenciais que compõem tais Units poderão sofrer efeitos materiais adversos.

As ações preferenciais subjacentes às Units têm direitos de voto limitados.

Das duas classes de ações em circulação da Companhia, somente as ações ordinárias têm direito de voto integral. Em determinadas matérias e circunstâncias, as ações preferenciais que compõem as Units não conferem direito a voto aos seus titulares. Os principais acionistas da Companhia são titulares da maioria das ações ordinárias com direito a voto, controlando a Companhia e, portanto, têm condições de tomar medidas societárias sem a aprovação dos acionistas que são titulares de ações preferenciais da Companhia. Por conseguinte, detentores de ações preferenciais da Companhia não terão controle sobre a aprovação de medidas societárias, tais como a nomeação de conselheiros, aprovação de deliberações relevantes ou alterações na estrutura do capital da Companhia.

(d) às controladas e coligadas da Companhia

A Companhia pertence a um grupo econômico no qual participam outras sociedades operacionais que são ou poderão ser parte em processos judiciais nos quais a Companhia poderá ser solidária ou subsidiariamente responsável.

A Companhia pertence a um grupo econômico do qual participam outras sociedades operacionais. No curso de suas atividades, essas sociedades são parte em processos judiciais nos quais, caso condenadas, o resultado da condenação poderá afetar a Companhia de forma solidária ou subsidiária. Isso inclui processos de diversas naturezas tais como, questões previdenciárias, trabalhistas e ambientais. Caso alguma das sociedades do grupo econômico da Companhia sofra condenação judicial e a Companhia seja chamada a responder subsidiária ou solidariamente por tal condenação, os resultados operacionais e financeiros da Companhia poderão ser adversamente afetados.

Resultados negativos de sociedades controladas podem afetar negativamente o resultado operacional da Companhia.

A Companhia detém participação direta em seis sociedades, sendo que em todas estas, sua participação é de, no mínimo, 43,90% do capital social. Além disso, a Companhia detém participação indireta, por meio de suas controladas e coligadas, em dez sociedades das quais, dentre todas, ela detém, no mínimo, 14,24% do capital social. Dessa forma, parte do seu resultado decorre do resultado das sociedades controladas e coligadas, sendo assim, o resultado não satisfatório destas poderá afetar negativamente o resultado da Companhia.

(e) aos fornecedores da Companhia

A Companhia não pode garantir que seus fornecedores não venham a se utilizar de práticas irregulares

Devido à grande pulverização e terceirização da cadeia produtiva dos fornecedores da Companhia, a Companhia não possui controle sobre as operações de seus fornecedores e eventuais irregularidades que possam apresentar. A Companhia não pode garantir que alguns de seus fornecedores não venham apresentar problemas com questões trabalhistas ou relacionados à sustentabilidade, quarteirização da cadeia produtiva e condições de segurança impróprias ou mesmo que venham a se utilizar dessas irregularidades para terem um custo mais baixo de seus produtos. Caso uma quantidade significativa dos fornecedores da Companhia assim o façam, a Companhia poderá ter prejuízos com sua imagem e em consequência, perda de atratividade junto aos seus clientes, com impacto direto na redução de sua receita líquida e resultado operacional, bem como queda no valor das ações e Units de sua emissão.

Algumas categorias de produtos comercializados pela Companhia são substancialmente adquiridos de poucos fornecedores e caso ocorram alterações nessa cadeia de fornecimento as atividades e negócios da Companhia podem ser afetados adversamente.

Algumas categorias de produtos comercializados pela Companhia são substancialmente adquiridas de poucos fornecedores. Caso algum fornecedor não seja capaz de fornecer os produtos na quantidade e na frequência usualmente adquirida pela Companhia e a Companhia não possua estoques suficientes destes produtos, a Companhia pode não ser capaz de manter o nível de vendas na categoria afetada, o que pode causar um efeito adverso relevante sobre as atividades e o resultado da Companhia

(f) aos clientes da Companhia

A Companhia está exposta aos riscos relativos a empréstimos e financiamento ao cliente.

A Companhia, em conjunto com a CBD tem uma parceria com o Itaú Unibanco, por meio do qual foi estabelecida a FIC, que oferece exclusivamente os cartões de crédito private label e co-branded, crédito pessoal e ao consumidor e seguros nas lojas Pontofrio. A FIC capta fundos de instituições financeiras para concessão de crédito financeiro aos clientes da Companhia. Em 31 de dezembro de 2015, o saldo de empréstimos e financiamentos de CDCI é de R$2.474 milhões. Em 31 de dezembro de 2014, o saldo de empréstimos e financiamentos de CDCI foi de R$2.876 milhões. Já em 2013, o valor do CDCI foi de R$2.868 milhões. Além disso, as vendas parceladas e vendas a prazo no crediário são amplamente utilizadas nas lojas Casas Bahia, especialmente no segmento de lojas físicas, estendendo crédito aos seus clientes para o financiamento das compras. A Companhia está sujeita aos riscos normalmente associados à concessão desse tipo de financiamento, inclusive risco de inadimplência no pagamento de principal e juros. Desequilíbrios entre custo e vencimento dos recursos captados no mercado contra aqueles recursos disponibilizados aos clientes da Companhia poderão afetar de forma negativa e substancial os resultados da Companhia.

A Companhia pode ser responsabilizada por incidentes com consumidores relacionados à entrega e montagem dos produtos por eles adquiridos.

A Companhia está exposta a certos incidentes envolvendo os serviços de entrega e montagem de móveis e demais produtos que a Companhia oferece aos seus consumidores, o que poderá gerar a obrigação de indenização ou causar um efeito material adverso na imagem, atividades e situação econômica da Companhia. Reclamações, ações judiciais ou processos administrativos poderão ser propostos contra a Companhia sob as alegações de que a entrega e montagem do produto não foi feita da maneira adequada ou por conta de acidentes que possam ter causado danos ao consumidor.

Qualquer risco relacionado à entrega e montagem de móveis e demais produtos comercializados pela Companhia, seja real ou possível, poderá causar a perda de confiança dos consumidores na segurança e eficácia do serviço de entrega e montagem de móveis prestados pela Companhia. Assim, qualquer alegação dessa natureza contra a Companhia e/ou dos produtos entregues no local designado pelo consumidor poderá causar um efeito material adverso na imagem, atividades e situação econômica da Companhia, além de poder gerar uma obrigação de indenizar eventuais consumidores.

(g) ao setor varejista

A forte concorrência no setor de varejo do Brasil pode afetar negativamente a participação de mercado e o lucro líquido da Companhia.

A Companhia opera no setor brasileiro de varejo de eletroeletrônicos, o qual é altamente competitivo e composto por cadeias multinacionais e empresas brasileiras especializadas ou de grande porte. Aquisições ou fusões nesse setor tendem a aumentar a concorrência, o que pode vir a afetar negativamente a participação de mercado e os resultados da Companhia. A Companhia tem, ainda, lojas virtuais, operadas pela coligada Cnova, onde enfrenta vários concorrentes bem estabelecidos no mercado e que oferecem uma grande variedade de produtos. Pelo fato deste mercado apresentar obstáculos bem menores em sua entrada em comparação ao varejo tradicional, a competição é ainda mais intensa. Caso a Cnova não seja capaz de responder às mudanças do comércio eletrônico, sua participação nesse mercado pode ser prejudicada e os resultados da Companhia poderão ser, consequentemente, afetados de forma negativa.

O setor de varejo é sensível a reduções do poder aquisitivo dos consumidores e a ciclos econômicos.

Historicamente, o setor de varejo experimentou períodos de desaquecimento econômico, resultando em uma redução no consumo. O sucesso da atuação no setor de varejo de eletroeletrônicos depende de vários fatores relacionados ao consumo e à renda dos consumidores, inclusive das condições dos negócios em geral, da taxa de juros, da inflação, da disponibilidade de crédito ao consumidor, da tributação, da confiança do consumidor nas condições econômicas futuras e dos níveis de emprego e salarial. Assim, uma redução na disponibilidade de crédito, bem como uma alteração restritiva nas políticas de crédito da Companhia ou nas de empresas de cartão de crédito, pode afetar negativamente as vendas, principalmente, a venda de eletrodomésticos.

Condições econômicas desfavoráveis no Brasil ou no mundo refletidas na economia brasileira podem reduzir significativamente o consumo e a disponibilidade de renda, principalmente das classes mais baixas, que têm relativamente menor acesso ao crédito do que as classes mais altas, condições de refinanciamento de dívida mais restritas e maior sensibilidade a aumentos na taxa de desemprego. Assim, a redução do poder aquisitivo dos consumidores e condições econômicas adversas podem afetar os resultados da Companhia de forma negativa e substancial. Ainda, tendo em vista que o setor de varejo no Brasil é comumente visto como um setor voltado prioritariamente para o crescimento, o sucesso das atividades da Companhia depende do aumento da taxa de crescimento da população urbana e de seus diferentes níveis de renda. A redução ou desaceleração em tal crescimento poderá afetar negativamente as vendas e o resultado operacional da Companhia.

Não antecipação e resposta inadequada às mudanças de hábito dos consumidores podem afetar negativamente as vendas da Companhia.

A Companhia não pode garantir que estará sempre apta a oferecer aos seus clientes os produtos e serviços que procuram. A Companhia está sujeita a eventuais alterações de hábito de consumo e de demanda por produtos e serviços por parte de seus consumidores, necessitando estar sempre se adequando às preferencias. Dessa forma, a Companhia pode não ser capaz de se antecipar ou não responder de forma adequada às mudanças de hábito de seus consumidores, de modo que suas vendas poderão ser afetadas negativamente.

(h) à regulamentação dos setores em que a Companhia atua

A Companhia está sujeita à legislação e regulamentação ambiental.

A Companhia está sujeita a uma legislação federal, estadual e municipal relacionada à preservação e proteção do meio ambiente. Entre outras obrigações, essa legislação estabelece exigências de licenças ambientais e padrões para o descarte de efluentes, emissões atmosféricas, gestão de resíduos sólidos, bem como exigências relacionadas a áreas especialmente protegidas. A Companhia incorre em custos para prevenção, controle, redução ou eliminação de emissões no ar, solo e água, bem como no descarte e manejo de resíduos nas lojas e nos centros de distribuição. Quaisquer violações da legislação e regulamentação ambiental poderão expor a Companhia a sanções administrativas e criminais, além da obrigação de reparar ou indenizar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros. A Companhia não pode garantir que essa legislação e regulamentação não se tornarão ainda mais rígidas, exigindo que a Companhia aumente de forma significativa seus investimentos a fim de cumprir com a legislação e regulamentação ambiental. Caso isso ocorra, poderá haver redução dos recursos disponíveis para outros investimentos o que poderá, por sua vez, afetar adversamente os resultados da Companhia de forma significativa.

Instituições financeiras no Brasil, inclusive as coligadas FIC e Investcred, estão sujeitas a mudanças regulatórias por parte do Banco Central.

A estrutura reguladora do sistema financeiro brasileiro está em constante evolução. As coligadas da Companhia, FIC e Investcred, estão sujeitas à regulamentação do Banco Central do Brasil. Leis e regulamentações existentes podem ser alteradas, e a maneira com que as leis e regulamentações são aplicadas ou interpretadas também pode mudar, assim como novas leis e regulamentações podem ser adotadas. Como a Companhia fomenta suas atividades por meio de vendas a crédito, eventuais mudanças na regulamentação ou uma intervenção operacional do Banco Central poderão ter um impacto material adverso sobre suas operações e lucratividade. Ainda, a Companhia pode ser adversamente afetada por mudanças nos regulamentos, incluindo alterações acerca: (i) das exigências mínimas de capital; (ii) das exigências para investimentos em capital fixo; (iii) dos limites e outras restrições de crédito; (iv) das exigências contábeis; e (v) da intervenção, liquidação e/ou sistemas gerenciais especiais e temporários.

Regulamentações monetárias impostas pelo Governo Federal podem afetar adversamente a Companhia.

Para oferecer suporte à política monetária, o Governo Federal periodicamente introduz regulamentações com o objetivo de controlar a taxa de inflação, por meio (i) da alteração dos requisitos impostos aos depósitos compulsórios incidentes sobre os empréstimos e depósitos, de regulação do prazo máximo dos financiamentos e (ii) da imposição de limitações sobre o montante que pode ser financiado, dentre outras ferramentas. Tais controles são utilizados pelo Governo Federal com o objetivo básico de regular a disponibilidade de crédito e para reduzir ou aumentar o consumo. Por vezes, essas regulamentações afetam a capacidade dos clientes em obter crédito e podem restringir o crescimento da carteira de crédito das subsidiárias da Companhia: FIC e Investcred. Alguns desses controles possuem caráter permanente e afetam os negócios por longos períodos. Não há nenhuma garantia de que no futuro o Governo Federal não irá adotar novas regulamentações que possam afetar a liquidez da Companhia, sua estratégia de financiamento, o crescimento dos empréstimos ou mesmo sua lucratividade, bem como a solvência de seus clientes.

A Companhia pode ser considerada responsável por danos causados por seus produtos a consumidores ou a terceiros, o que poderá afetar adversamente os resultados da Companhia.

No Brasil, a legislação de defesa do consumidor é rigorosa e extremamente favorável aos consumidores. A legislação de defesa do consumidor imputa à Companhia o ônus da prova na demanda de um cliente, colocando-a em desvantagem em qualquer processo envolvendo relações de consumo. A proteção judicial ao consumidor pode ser exercida por meio de ações individuais ou coletivas e, no caso de ações coletivas, as ações podem ser propostas por autoridades estaduais ou federais, mediante órgãos da administração pública direta ou indireta, notadamente o Ministério Público ou PROCON, com o propósito de proteger os direitos do consumidor, ou por organizações de proteção ao direito do consumidor. Ações judiciais ou processos administrativos poderão ser propostos contra a Companhia sob as alegações de que seus produtos estavam deteriorados, adulterados, ou não continham informações adequadas, dentre outras. Decisões desfavoráveis envolvendo, individual ou conjuntamente, valores substanciais em qualquer ação poderão afetar adversamente o resultado da Companhia e sua condição financeira. Adicionalmente, decisões judiciais desfavoráveis poderão afetar adversamente a imagem da Companhia e a imagem de suas marcas, afetando, consequentemente, suas vendas e reputação.

Modificações nas práticas contábeis adotadas no Brasil em função de sua convergência ao IFRS podem afetar adversamente os resultados da Companhia.

A legislação societária brasileira foi modificada pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09, objetivando facilitar o processo de convergência do BR GAAP para o IFRS. Posteriormente, o CPC emitiu uma série de pronunciamentos, interpretações e orientações com o objetivo de alinhar as práticas contábeis adotadas no Brasil ao IFRS, e continuará emitindo tais normas contábeis a fim de convergir os novos pronunciamentos emitidos pelo IASB.

Não há como garantir que modificações contábeis futuras não irão afetar de maneira significativa as demonstrações financeiras consolidadas e informações trimestrais consolidadas da Companhia, tanto retroativa como prospectivamente, podendo afetar adversamente a comparação das demonstrações financeiras e informações trimestrais da Companhia de exercícios/períodos futuros com as demonstrações financeiras e informações trimestrais apresentadas atualmente e o cumprimento de covenants financeiros.

Alterações na legislação tributária brasileira ou conflitos em sua interpretação podem impactar adversamente a Companhia, aumentando os impostos que a Companhia é obrigada a pagar.

O governo brasileiro tem frequentemente implementado diversas alterações nos regimes fiscais que podem afetar a Companhia e seus clientes, inclusive como resultado da execução ou alteração de tratados fiscais. Essas alterações incluem mudanças nas alíquotas vigentes e/ou criação de tributos, temporários ou definitivos, cujos recursos são destinados a fins estabelecidos pelo governo.

Algumas dessas mudanças podem resultar em aumentos da carga tributária da Companhia, o que poderia afetar adversamente a lucratividade da Companhia e os preços de seus serviços, bem como restringir sua capacidade de fazer negócios em seus mercados existentes, afetando negativamente os resultados financeiros da Companhia. A Companhia não pode garantir que será capaz de manter o fluxo de caixa projetado e rentabilidade após quaisquer aumentos nos impostos brasileiros aplicáveis à Companhia e suas operações.

Ademais, algumas leis fiscais podem ser interpretadas controversamente pelas autoridades fiscais, incluindo, mas não limitado à regulamentação aplicável a reestruturações societárias. A Companhia pode ser adversamente afetada no caso de uma interpretação diferente daquela em que se baseou para realizar suas transações.

(i) os países estrangeiros em que a Companhia atua

Não aplicável, tendo em vista que a Companhia não possui operações diretas em países estrangeiros.

(j) Questões sócio ambientais

A Companhia é uma empresa cujo objeto social preponderante é a comercialização varejista de eletroeletrônico, e portanto, seus negócios são de baixo risco de impacto socioambiental. Dentre as atividades realizadas: os principais riscos e impactos que estão relacionados ao seu objeto social são: (a) Gestão e Geração de Resíduos Sólidos; (b) Emissão de Carbono e Gases de Efeito Estufa; (c) Rastreabilidade e certificação da proveniência de matérias primas.

Última Atualização em 4 de Julho de 2016

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